A Polícia Federal (PF) cumpre mandado de prisão contra Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal (DF), nesta terça-feira (10). A determinação foi feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Também é realizada busca e apreensão na casa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro (PL). Torres está em viagem no exterior.
Ele foi exonerado do cargo de secretário durante o Ataque aos Três Poderes, em Brasília, no domingo (8). Os atos criminosos também provocaram o afastamento de Ibaneis Rocha, governador do DF, por 90 dias, após determinação de Moraes.
Também no domingo, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF a prisão do ex-secretário, conforme revelou o analista de Política da CNN Caio Junqueira.
Ex-comandante da PM é preso
A analista de Política da CNN Larissa Rodrigues confirmou a prisão de Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal.
A determinação também aconteceu pelo ministro Alexandre de Moraes. Vieira era o responsável pela PM no dia do Ataque aos Três Poderes.
Agora, quem comanda a segurança no DF até, ao menos, o fim de janeiro, é o interventor federal Ricardo Cappelli.
“Sabotagem” e intervenção federal
Após os ataques ao Congresso, STF e Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal.
Em entrevista à CNN nesta terça, o interventor Ricardo Cappelli acusou o ex-secretário de sabotar a segurança da capital federal nos atos criminosos. Ele teria alterado todo o comando da secretaria e viajado para fora do Brasil.
“Houve uma operação estruturada de sabotagem comandada pelo ex-ministro bolsonarista Anderson Torres. Ele montou a sabotagem e fugiu do Brasil”, disse Cappelli.
O decreto de intervenção foi aprovado pelo Senado e pela Câmara em sessões simbólicas. O objetivo dos parlamentares era dar uma resposta rápida aos atos criminosos e mostrar união dos Poderes.
*em atualização





