Dermatologistas revelam qual método contraceptivo pode piorar a acne

Dermatologistas revelam qual método contraceptivo pode piorar a acne

Entre os inúmeros métodos contraceptivos disponíveis, é normal que as mulheres tenham dúvidas sobre qual deles é o mais seguro para evitar gravidez e também sobre qual provoca menos efeitos colaterais. Os relatos mais comuns entre quem toma esses medicamentos são de dores de cabeça, alterações de humor e, para muitas mulheres, o aumento do surgimento das acnes.

Para quem já sofre com espinhas, saber quais métodos podem agravar o quadro é crucial na hora de escolher o anticoncepcional. Pensando em auxiliar nas escolhas, a coluna conversou com as dermatologistas Roberta Zaffari e Paula Rahal para descobrir qual método é mais provável de desencadear mudanças significativas na pele.

Afinal, qual anticoncepcional piora as acnes?

O dispositivo intrauterino hormonal (DIU) é o que está mais associado ao agravamento das acnes

Antes das especialistas revelarem qual anticoncepcional está mais associado ao surgimento das acnes, elas relembram que é importante levar em consideração que cada organismo reage de uma forma.

Contudo, quando se trata do panorama geral ambas concordam que o dispositivo intrauterino (DIU) é o que está mais associado ao agravamento do quadro.

“Existem dois tipos de DIU e apenas um é associado às indesejadas acnes. O DIU de cobre não contém hormônios, então, não costuma interferir nos níveis hormonais que causam acne. Já o DIU hormonal libera progesterona no organismo, que é o hormônio feminino produzido pelos ovários e está ligado ao processo do ciclo menstrual e de gravidez. Dessa forma, pode haver o aumento dos níveis desse hormônio e influenciar no desequilíbrio da produção de sebo, levando ao surgimento de acne”, revela Paula Rahal.

Como a resposta ao DIU hormonal pode variar de pessoa para pessoa, Paula Rahal chama atenção que as queixas em relação à saúde da pele pode ter a ver com outros fatores, como uma dieta rica em açúcar e alimentos ultraprocessados, ou até mesmo falta de cuidados com a limpeza na pele.

Outros fatores

Mulher em dúvida dos medicamentos
Anticoncepcionais orais podem ajudar a controlar o surgimento das acnes

Segundo Roberta Zaffari, a mudança de um anticoncepcional oral para o DIU hormonal também pode acarretar em mudanças na tez. “Se uma mulher estava usando anticoncepcionais orais e conseguiu controlar a acne com esse método, a mudança pode afetar sua pele devido às diferenças nos tipos e quantidades de hormônios presentes em cada método contraceptivo”, comenta.

Para as mulheres com predisposição à acne que preferem utilizar o DIU como método contraceptivo, Zaffari aconselha o uso de anticoncepcionais à base de antiandrogênicos. “Uma opção é os que tem em sua composição a ciproterona. Lembrando que essa indicação deve ser avaliada pelo médico ginecologista”, alerta.

Dicas para controlar a acne causada pelo DIU hormonal

Foto colorida - espremendo espinha
Espremam espinhas pode piorar a inflamação e aumentar o risco de cicatrizes

No caso das pessoas que já utilizam o DIU com hormônios e notaram o surgimento de acne, as especialistas revelam que há maneiras de controlar a situação. “Primeiro de tudo, jamais espremam as espinhas. Isso pode piorar a inflamação e aumentar o risco de cicatrizes”, orienta Roberta Zaffari.

Outra ponto importante que a médica adverte é quanto a negligência com a rotina de cuidados com a pele. A expert chama atenção para a necessidade de ter uma maior preocupação quanto à boa higienização do rosto.

“Eu recomendo lavar o rosto duas vezes ao dia com produtos indicados para peles oleosas ou acneicas. Além disso, o uso de sérum ou hidratante facial em gel ou oil-free e que contenham ingredientes como ácido salicílico, peróxido de benzoíla, ácido glicólico ou retinoides tópicos poderão ajudar a controlar a oleosidade e prevenir espinhas. E, claro, protetor solar não comedogênico para não obstruir os poros”, indica.

Caso a acne persista ou se agrave, é importante consultar um dermatologista para avaliação e indicação de tratamento. “Nesses casos, vamos conseguir entender melhor o problema e recomendar tratamentos específicos, como medicamentos tópicos ou orais”, complementa Rahal.

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