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Policial civil acusada de matar marido PM e forjar suicídio vai a júri

Policial civil acusada de matar marido PM e forjar suicídio vai a júri
Acusada de matar o marido a tiros há oito anos, a agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Mirtes Gomes Amaro, 57 anos, deve ir a júri popular nesta quinta-feira (20/6).

A vítima, o sargento da Polícia Militar do DF (PMDF) Daniel Quezado Amaro, 45 (foto em destaque), foi assassinado no Sudoeste, bairro nobre de Brasília, em 24 de fevereiro de 2016.

O sargento foi encontrado morto na sala de seu apartamento pelas primeiras equipes de socorro que chegaram ao local.

A morte do militar causou grande comoção no meio policial, pois ele era muito querido na corporação

No dia em que foi encontrado sem vida, houve uma intensa movimentação de PMs no Sudoeste, provocando engarrafamento no bairro

De acordo com pessoas próximas a Quezado, o PM fazia planos de se mudar do Distrito Federal após se aposentar

O sargento sonhava viver no Nordeste e chegou a trocar mensagens com amigos, pelo celular, comentando o desejo

Suicídio forjado

Durante as investigações, conduzidas pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) e, posteriormente, pela Corregedoria da PCDF, Mirtes sustentava que o marido havia cometido suicídio na frente dela.

A hipótese, porém, foi prontamente rechaçada pelos investigadores, que afirmaram ser praticamente impossível alguém tirar a própria vida com três disparos.

“A farsa montada por Mirtes será aniquilada pelo conselho de sentença. A morte de Quezado não será em vão. A justiça tarda, mas nunca falha”, afirmou o assistente de acusação e advogado da família da vítima, Luciano Macedo Martin.

As investigações confirmaram que o casal viveu uma relação conturbada ao longo de 27 anos, fato comprovado por parentes do militar durante depoimentos. Ela foi indiciada por homicídio qualificado, mas responde ao processo em liberdade.

“A gente espera a condenação, afinal de contas foi um assassinato. O coitado do meu irmão nem teve condições de se defender”, disse o irmão da vítima, o analista de sistemas Ricardo Quezado, de 62 anos.

A reportagem tentou contato com o advogado de Mirtes. O espaço segue aberto.

FONTE