‘Vergonha… Time sem vergonha…’ Torcida se cansou dos vexames do líder Botafogo. Quarta derrota seguida. Com três gols de Suárez – Prisma
São Paulo, Brasil
“Vergonhaaa… Time sem vergonha…”
(Coro da torcida do Botafogo, após derrota para o Grêmio, de virada, por 4 a 3, em São Januário.)
“Burro…Burro…Burro…Burro…
(Coro da torcida do Botafogo para o treinador Lúcio Flávio.)
“Meu primeiro hat-trick. Vamos, Grêmio, cara… Até o final…”
(Luiz Suárez, feliz por marcar, pela primeira vez, três gols no Grêmio.)
“Joga muito, Luiz Suárez.”
(Postagem de Neymar, logo após a partida, elogiando o uruguaio.)
“É (não jogaria), porque ele não gosta e não pode, por causa do joelho, jogar no gramado sintético. Se fosse no Nilton Santos, o Suárez dificilmente jogaria porque é sintético.”l
(Renato Gaúcho falando sobre Luiz Suárez.)
A partida só aconteceu em São Januário por conta do estádio Nilton Santos estar alugado para o show do grupo Rebelde.
A noite caótica de ontem terminou para o Botafogo, com sua torcida entrando em conflito com a Polícia Militar. Os soldados trataram de intervir porque, revoltados, os botafoguenses queriam depredar São Januário.
Oito dias depois de tomar uma virada histórica do Palmeiras, estava vencendo por 3 a 0, perdeu por 4 a 3, veio outra derrota inacreditável. O time de Lúcio Flávio ganhava do Grêmio por 3 a 1, quando sofreu três gols de Suárez, e amargou outra virada por 4 a 3.
São cinco derrotas consecutivas.
Os 13 pontos de vantagem sumiram completamente.
O Botafogo tem os mesmos 59 pontos do Grêmio e Palmeiras. O Bragantino tem um a menos. E será o próximo adversário, domingo, em Bragança Paulista.
A situação no vestiário do time carioca era de puro desalento.
O sonhado título brasileiro, depois de 28 anos, nunca esteve tão desacreditado.
“Acho que é uma questão até moral que nós temos como instituição e clube. Dos jogadores estarem cientes da nossa responsabilidade e convictos que precisamos o mais rápido possível mudar essa realidade, em termos de não conseguirmos os resultados”, prometia Lúcio Flávio, inconformado com a derrota, com o clima tenso no Botafogo.
O time jogou outra vez de maneira intensa no ataque. Mas completamente desajustado, espaçado, aberto na defesa.
Chegou a abrir 3 a 1 de vantagem, empolgando a torcida, mas depois permitiu que Luiz Suárez marcasse três gols, virasse o jogo. E o Grêmio poderia ter feito até mais gols, tamanha a desordem defensiva botafoguense.
“No vestiário, todos sentiram muito o jogo. Muito em razão de situações do jogo que faltou maturidade. Foi o que conversei com eles, quando comentamos após o Vasco, de ser competitivos, mas faltou maturidade. Em uma situação que era lateral nosso, permitimos a transição do adversário.
“O grande diferencial do jogo foi o número de faltas. Talvez, faltou fazer mais faltas táticas, para impedir alguma situação ofensiva do adversário”,lastimava Lúcio Flávio.
Os jogadores do Botafogo se mostravam abatidos, envergonhados.
A exceção era Diego Costa.
“A gente tomou um golpe duro, sabemos disso, mas os verdadeiros campeões tem que saber levantar. É ter ânimo, força, ir para cima. Saber que jogos como esse são para ganhar. Não é pra jogar bonito. Temos que saber fazer um jogo para ganhar. Se tiver que dar porrada, é para dar porrada.”
O Botafogo ainda é líder nos critérios de desempate.
Mas nunca esteve tão pressionado.
São quatro derrotas consecutivas.
Parte da diretora pensa em insistir com Textor e buscar um treinador tarimbado para os últimos jogos que restam.
Cuca, que teve de se afastar do Corinthians, por ter sido condenado por estupro na Suíça, avisou à imprensa carioca que não volta ao futebol enquanto não conseguir provar inocência.
As organizadas do Botafogo prometem protestar novamente.
Exigem reação imediata do time…




